“ E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” ( Romanos 12:2).

quinta-feira, agosto 08, 2013

Quase 12% dos partos feitos no Brasil são prematuros

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Brasília – Estudo aponta que 11,7% dos partos feitos no Brasil são prematuros, ou seja, ocorrem antes de a gestação completar 37 semanas. Segundo o levantamento, coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, feito com a participação de 12 universidades, entre as gestantes menores de 15 anos, o índice de partos prematuros é 10,8%. Entre as mães na faixa dos 20 aos 34 anos, 6,7% dos partos são prematuros.
O estudo Prematuridade e Suas Possíveis Causas, referente a 2010, também mostra que as regiões Sul e Sudeste são as que têm os maiores percentuais de prematuridade, 12% e 12,5%, respectivamente. No Centro-Oeste, o índice é 11,5%; no Nordeste, 10,9%; e no Norte, 10,8%.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2010, nasceram 15 milhões de crianças prematuras em todo o mundo. O Brasil está na décima posição entre os países onde mais nascem prematuros. A pesquisa também aponta que enquanto a taxa de mortalidade infantil está diminuindo, há um crescimento de desse tipo de ocorrência.
De acordo com o estudo, as mulheres indígenas apresentam o maior percentual de partos prematuros, 8,1%. Entre as brancas, o índice é 7,8%; entre as negras, 7,7%; entre as pardas, 7,1%; e entre as de pele amarela, 6,3%.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indica a relação entre o aumento da prematuridade e a realização de cesarianas. As mais altas taxas de cesarianas verificam-se nas regiões mais desenvolvidas (Sudeste, Sul e Centro-Oeste), enquanto as mais baixas estão nas regiões Norte e Nordeste. A entidade, porém, ressalta que é preciso um estudo mais aprofundado para ter certeza dessa relação.
O Brasil apresenta as mais altas taxas de cesarianas no mundo, segundo o Unicef. A entidade destaca que a incidência aumentou de 37,8% do total de partos, em 2000, para 52,3%, em 2010. A OMS recomenda que a taxa não ultrapasse os 15%, e alerta que o excesso de cesarianas aumenta a mortalidade de mães e de crianças.
De acordo com o levantamento, que teve o apoio do Unicef e do Ministério da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte de crianças no primeiro mês de vida.  No Brasil, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de 1 ano é 16 para cada mil nascidos vivos, segundo a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).
O estudo também mostrou que no Brasil aproximadamente 8% dos bebês nascem com baixo peso, ou seja, com menos de 2,5 quilos. As mulheres negras respondem pelo maior percentual de nascimentos de crianças abaixo do peso, 9,4%, seguida pelas brancas, com 8,3%, e as pardas, com 8,2%. Entre as de pele amarela e as indígenas, os índices são 7,6% e 7,7%, respectivamente.

fonte: Agencia Brasil

Paralisia Cerebral: tire suas dúvidas


O QUE É?
A paralisia cerebral é uma condição caracterizada por um mau controle muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas decorrentes de uma lesão cerebral que ocorre durante a gestação, durante o nascimento, após o nascimento ou antes dos 5 anos de idade. 

Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição. 

A paralisia cerebral não é uma doença e não é progressiva. As partes do cérebro que controlam os movimentos musculares são particularmente vulneráveis à lesão em recém-nascidos prematuros e crianças pequenas. A paralisia cerebral afeta 1 ou 2 em cada 1.000 crianças, mas é 10 vezes mais comum em recém-nascidos prematuros, sendo particularmente comum em lactentes muito pequenos.
SINTOMAS 
Os sintomas de paralisia cerebral podem variar desde um desajeitamento quase imperceptível a uma espasticidade grave, com contorções dos membros superiores e inferiores, que confinam a criança a uma cadeira de rodas. Existem quatro tipos principais de paralisia cerebral: Espástica, Coreoatetóide, Atáxica, Mista .

-Na paralisia cerebral espástica,-a rigidez pode afetar todos os membros (quadriplegia), principalmente os membros inferiores (diplegia), ou apenas o membro superior e o inferior de um dos lados (hemiplegia). Os membros afetados apresentam um mau desenvolvimento, são rígidos e fracos.

-Na paralisia cerebral coreoatetóide- os movimentos dos membros superiores e inferiores e do corpo são lentos, retorcidos e incontroláveis, podendo também ser abruptos e espasmódicos. Uma emoção forte piora os movimentos. Os movimentos cessam durante o sono.

-Na paralisia atáxica- a coordenação muscular é ruim e a criança apresenta fraqueza e tremores musculares. As crianças com este distúrbio têm dificuldade para realizar movimentos rápidos ou finos e sua marcha é insegura, com os membros inferiores bem afastados.

-Naparalisia Mista -Em todas as formas de paralisia cerebral, pode ser difícil compreender a fala das crianças afetadas, pois a criança tem dificuldade para controlar os músculos envolvidos na fala. A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta outras incapacidades (p.ex., inteligência inferior à normal). 
TRATAMENTO
A paralisia cerebral não tem cura, seus problemas duram toda a vida. No entanto, muita coisa pode ser feita para prover à criança o máximo de independência possível. A fisioterapia, a terapia ocupacional, os coletes e a cirurgia ortopédica podem melhorar o controle muscular e a deambulação. A fonoterapia (terapia da fala) pode tornar a fala muito mais clara e pode ajudar nos problemas de alimentação. As convulsões podem ser prevenidas com o uso de medicamentos anticonvulsivantes.

Muitas crianças com paralisia cerebral, quando não apresentam déficits intelectuais e físicos graves, crescem normalmente e freqüentam escolas normais. Outras necessitam de fisioterapia intensiva, de educação especial e apresentam graves limitações para realizar as atividades cotidianas, exigindo algum tipo de tratamento e assistência durante o resto da vida. Mesmo as crianças gravemente afetadas podem ser beneficiadas com a educação e treinamento.

Fonte: Conteúdo Saúde

Envelhecimento ativo: um divisor de gestões


 Por Keli Vasconcelos

Imagine viver (somente) 30 anos. Impossível? Pois era essa a expectativa de vida do brasileiro em 1900. “Se uma pessoa passasse dos 33 anos naquela época era sorte. Hoje temos uma realidade totalmente diferente, graças, em especial, ao acesso às tecnologias em diversas áreas, como a da Saúde e Fármacos. O aumento da expectativa de vida é uma conquista, mas a questão não é apenas viver mais. É preciso ter qualidade”, comenta Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UnATI - UERJ).

O Brasil, atualmente, conta com 20 milhões de idosos, o que corresponde a aproximadamente 10% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até 2020, essa fatia da população deve corresponder a 32 milhões, alcançando o sexto lugar no ranking mundial. A expectativa média de vida ao nascer é 73,1 anos, sendo 69,4 aos homens e 77 às mulheres (IBGE/SEADE 2010).

O perfil do envelhecimento também passou por mudanças, com cidadãos que prezam cada vez mais por itens como autonomia, alimentação saudável, atividade física, bem-estar, utilização de novos recursos tecnológicos e, principalmente, a qualidade de vida. Isso foi evidente no Censo 2000 do IBGE, que já identificava que os brasileiros com mais de 60 anos são responsáveis economicamente por 62,4% dos domicílios.

No setor da Saúde há 10.193.780 beneficiários de planos com 50 anos ou mais no país, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Na população há 40,2 milhões com 50 ou mais anos de idade, equivalentes a 20,4% do total. Assim pode-se dizer que 30 milhões de brasileiros são dependentes exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS)”, enumera o diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) José Cechin. “As pessoas que possuem um plano de saúde têm tanto direito de acesso ao SUS quanto os demais e, portanto, o sistema deve ser dimensionado para ter capacidade de atender a demanda, já que é pago pelos impostos de todos. Os beneficiários ao buscarem atendimento na rede privada mesmo preservando o direito ao atendimento pelo SUS desoneram esse sistema público”, acrescenta Cechin.

O grande desafio não está apenas no atendimento ao paciente, seja na Saúde Suplementar, Pública ou Privada, mas em fomentar e promover programas de promoção e prevenção à população, bem como o gerenciamento de doenças crônicas, explica Veras, da UnATI – UERJ, que além de médico, é autor dos livros País Jovem com Cabelos Brancos e Gestão Contemporânea em Saúde.“O grande problema é que nosso envelhecimento é ainda recente. As políticas públicas, leis e estatutos destinados aos idosos no Brasil são muito recentes em relação à Europa, Japão e Estados Unidos, que ocorrem há muito mais tempo e são mais estabelecidas”.

O atendimento ao público idoso crescente precisa ir muito além do hospital, defende Veras. “Vale lembrar que quando a pessoa recorre ao hospital é porque já está doente. Por isso, deve-se prevenir doenças que surgem no decorrer dos anos. Não adianta tratar só quando está já instalada, pois ela será crônica e gerará mais custos. É necessário tratar e monitorar a pessoa desde cedo, com políticas de promoção e prevenção à Saúde com foco na qualidade de vida”, salienta o professor, destacando que entre os idosos, oito em cada 10 possuem pelo menos uma doença crônica.

Já para José Cechin, com o envelhecimento da população brasileira e, consequentemente, com o aumento da incidência de doenças crônicas, os gastos com saúde tendem a subir em toda sua esfera (sistema privado de planos de saúde e sistema público). Seu enfrentamento está na adoção de hábitos saudáveis, destacando que a oferta de programas de promoção e prevenção por parte das operadoras cresceu, chegando a 400% - de agosto de 2011 até o momento.

Existem mais de 560 programas informados junto à ANS com a projeção de participação de um milhão de beneficiários, ressalta ele. “Outro caminho é o da previdência: poupar durante a vida de trabalho para ter capital acumulado, em que retirará recursos para custear o plano de saúde na aposentadoria, quando as rendas ficam bem menores que durante a vida ativa”, indica o diretor-executivo da FenaSaúde.

Mesmo com a promoção de programas de prevenção de doenças como obesidade, tabagismo, diabetes, entre outras enfermidades crônicas, a qualificação profissional é um ponto que precisa ser explorado para que essas ações, efetivamente, deem certo, aponta Renato Veras. “Temos profissionais com muita boa vontade, mas pouquíssima competência para tratar da promoção e prevenção à Saúde. Isso porque ainda há um pensamento que essa política é algo desnecessário, ilustrativo ou de diversão. O que é totalmente errôneo. Você vê muitas empresas que querem implantar essa política aos funcionários, mas não tem preparo. Em geral, contrata-se um consultor que não tem essa vivência e resultado é, infelizmente, pequeno”, ilustra o médico.

Formar, estruturar e qualificar equipes multidisciplinares, investir e dar atenção aos setores de geriatria e gerontologia, fomentar pesquisas e estudos direcionados e o amadurecimento das políticas e estatutos são alguns dos itens listados pelos especialistas para auxiliar profissionais, gestores, governantes e também o público, garantindo assim um envelhecimento ativo e pleno. Mas para que tudo deslanche de forma correta, inicia-se em uma palavra: planejamento.
Fonte: Revista Saúde S/A


segunda-feira, agosto 05, 2013

Alimentos que você não deve oferecer ao seu filho com menos de 1 ano

Normalmente, os bebês dobram o peso do nascimento quando atingem os quatro ou seis meses de vida e, ao completarem 1 ano, o peso triplica. Na fase de introdução de novos alimentos, todo cuidado é pouco para não oferecer besteiras ou comidas que não só não oferecem nada de bom à criança, como muitas vezes atrapalham a absorção de nutrientes.

Por isso, a mãe e nutricionista Patricia Cruz Smith listou no livro "Aventuras Gastronômicas de uma mãe de primeira viagem", entre outras dicas, os 12 tipos de alimentos que você deve manter longe do seu bebê antes dele completar 1 ano. Você confere abaixo a lista e, em seguida,  a tabela com a quantidade de ingestão de calorias adequadas para o bebê de acordo com a faixa etária:
  • 1
    Açúcar
    Ao menos até seu filho completar os 12 meses, evite o açúcar refinado. Ótimas alternativas para garantir um docinho na refeição podem vir das frutas, por conta da frutose. Frutas secas, como as passas sem caroço e as ameixas também são alternativas. "Se for difícil cozinhar com esses ingredientes, opte pelo açúcar mascavo. Por não ser refinado, ele preserva as vitaminas e minerais que são retirados no refino da cana", explica Patricia.
  • 2
    Cafeína
    A cafeína só está liberada para os pequenos após os 5 anos e, mesmo assim, em pequenas quantidades. Mas segundo Patricia, dá para oferecer um pouquinho a partir dos 2 anos. "Ninguém vai fazer um espresso e adicionar ao leite da criança, certo? Então, se for mais leite do que café, e um café fraquinho do tipo 'chafé', tudo bem", diz. 
  • 3
    Corantes e enlatados
    Corantes estão eliminados. "Sua única função é tornar qualquer coisa mais atrativa e causar alergias", explica a nutricionista. O problema com os enlatados para os bebês é que muitos deles contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que podem irritar o estômago, comprometendo a digestão.
  • 4
    Carne de porco
    "Por ser rica em gordura saturada e também por conta do grande fator alergênico, a carne de porco não deve ser incluída na alimentação da criança nesse momento", alerta. Após o primeiro ano, cortes magros podem começar a ser introduzidos na dieta da criança.
  • 5
    Crustáceos
    Camarão, lagosta, siri, tatuí, pitu, lagostim e caranguejo são os primeiros da lista que inclui ainda as ostras, vieiras e ovas de peixe. Anote aí: devido ao alto potencial alergênico, esses alimentos são totalmente contra-indicados até os 3 anos.
  • 6
    Defumados e embutidos
    Até os 2 anos de idade, pelo menos, devem ficar longe das crianças. "É a festa dos excessos: sal, gordura e conservantes, como os nitratos", justifica Patricia.
  • 7
    Frutas oleaginosas
    Atenção, principalmente, se há histórico familiar de alergia na família: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes, pistache e macadâmia não são recomendados até os 2 anos. "O amendoim, por exemplo, é um dos principais responsáveis por reações alérgicas. Outra razão para evitar as oleaginosas é o formato e a consistência: por serem duras, podem causar engasgos", alerta.
  • 8
    Margarina
    Para passar no pão a melhor opção é a manteiga e em pequena quantidade. "A margarina entra na lista dos que nunca deveriam ser oferecidos, pois não trazem nada de bom", explica a nutricionista.
  • 9
    Leite de vaca
    "Nada de leite de vaca até os 12 meses completos", afirma Patricia. Segundo ela, após o primeiro ano indica-se o leite de vaca integral. "A gordura vai ser muito útil para garantir a construção de um sistema nervoso saudável", garante a nutricionista.
  • 10
    Mel
    De acordo com Patricia, nessa faixa etária o sistema digestivo da criança é muito imaturo e o mel pode conter a bactéria botulínica, capaz de causar diarreia e outros problemas mais sérios. A indicação de consumo é a partir de 12 meses de idade.
  • 11
    Queijos não pasteurizados
    "Fale com o pediatra. Alguns profissionais liberam o consumo após 1 ano, outros indicam somente após 2 anos completos", diz Patricia.
  • 12
    Refrigerante
    A bebida artificial, como todos sabem, não é recomendada para oferecer ao bebê. "Quando incluído no cardápio das crianças,contribui para a osteoporose, pois fornece grande quantidade de fosfato, que impede a absorção de cálcio", explica a nutricionista.

calorias de crianças

Se você tem dúvidas sobre a quantidade de calorias recomendadas que o bebê pode ingerir diariamente, confira a tabela abaixo de acordo com cada faixa etária:

Idade (meses)Calorias/diasProteínas/dias
   
0 a 5108 cal/kg de peso da criança2,2g/kg de peso da criança
5 a 1298 cal/kg de peso da criança1,6g/kg de peso da criança
11 a 24102 cal/kg de peso da criança1,2g/kg de peso da criança
('Aventuras Gastronômicas de uma mãe de primeira viagem' / FAO/WHO/ONU, 2006)

O QUE É UM MIOMA UTERINO

O mioma, também chamado de leiomioma, é um tumor originado do tecido muscular do útero. O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de transformação maligna.
Neste texto vamos abordar os seguintes tópicos sobre mioma:
  • O que é um mioma.
  • Quais são os tipos de leiomioma.
  • O que causa o mioma.
  • Sintomas do mioma.
  • Tratamento do mioma.
  • Cirurgia para leiomioma.

O que é um mioma?

O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos. O mioma é um crescimento anormal de uma área desta musculatura, formando geralmente uma tumoração com formato arrendondado. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa.
Existem quatro tipos de mioma, classificados de acordo com sua localização no útero. Acompanhe as explicações com a ilustração abaixo:
Localização dos miomas no útero
1. Mioma submucoso: são tumores que crescem logo abaixo do miométrio, a camada que recobre a parede interior do útero. O mioma submucoso se estende para dentro da cavidade uterina, podendo, quando grande, ocupar boa parte da mesma.
2. Mioma subseroso: são tumores que crescem logo abaixo da serosa, a camada que recobre a parte externa no útero. Miomas subserosos dão ao útero uma aparência nodular
3. Mioma pediculado: são tumores subserosos que crescem e acabam se destacando do útero, ficando presos por um fino cordão, chamado de pedículo. O mioma pediculado pode crescer para dentro da cavidade uterina ou para fora do útero.
4. Mioma intramural: são tumores que crescem dentro da parede muscular do útero. Quando grandes, podem distorcer a parede externa como os miomas subserosos e/ou a parede interna como os miomas submucosos.

Causas e fatores de risco do leiomioma

O mioma é uma doença de mulheres em idade reprodutiva e apresenta relação com os hormônios estrogênio e progesterona. Os miomas não surgem antes da puberdade e são incomuns em adolescentes.
Não se sabe bem o que causa os miomas, sendo estes provavelmente o resultado de alterações genéticas, hormonais, vasculares e influências do meio externo.
Se as causas ainda não foram elucidadas, alguns fatores de risco já são bem conhecidos:
  • História familiar: mulheres cujas mães ou irmãs tenham miomas, apresentam maior risco de também tê-los.
  • Raça negra: O mioma ocorre em todas as etnias, mas as mulheres afrodescendentes apresentam uma maior incidência. Além disso, neste grupo, os miomas costumam surgir mais cedo, ao redor dos 20 anos de idade.
  • Gravidez: mulheres que nunca engravidaram ou que tiverem sua primeira gravidez tarde apresentam maior risco de desenvolverem miomas.
  • Idade da menarca: quanto mais cedo for a idade da primeira menstruação, maior o risco de surgirem miomas.
  • Anticoncepcionais: a pilula costuma diminuir o risco de mioma e é, inclusive, uma das opções de tratamento: Todavia, quando meninas começam a tomá-la muito precocemente, antes dos 16 anos, parece haver um aumento no risco.
  • Bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas, particularmente cerveja, aumenta o risco de miomas.
  • Hipertensão: mulheres hipertensas apresentam maior risco de terem miomas.

Sintomas do mioma

O mioma pode ser um tumor único ou vários tumores; pode ser minúsculo ou ter vários centímetros de diâmetro; pode causar sintomas ou ser completamente assintomático, passando despercebido por muito tempo.
A maioria dos leiomiomas são pequenos e assintomáticos. Quando o mioma causa sintomas, estes normalmente se enquadram em uma das três categorias:
- Sangramento vaginal.
- Dor pélvica.
- Problemas reprodutivos.
O sangramento vaginal é o sintoma mais comum do(s) mioma(s), tipicamente se apresentando como uma menstruação mais volumosa e/ou que dura vários dias. Sangramentos vaginais que ocorrem fora dos períodos menstruais não costumam ser causados por miomas. Os miomas submucosos são aqueles que mais frequentemente se apresentam com sangramentos.
Dor ou uma sensação de peso na pelve é um sintoma comum dos miomas subserosos. Dependendo da localização, podem haver outros sintomas, como dificuldade para urinar no caso de miomas que comprimam a bexiga, prisão de ventre nos miomas próximos do reto e dor durante a relação sexual nos miomas localizados nas regiões mais anteriores do útero.
O mioma não interfere na ovulação, mas dependendo do seu tamanho e localização, pode atrapalhar uma eventual gravidez. Miomas grandes, múltiplos e que causam deformidade da cavidade uterina, mais comumente os intramurais esubmucosos, podem aumentar o risco de complicações na gestação, como abortos, sangramentos, rotura do útero e problemas no parto. O risco de complicações aumenta quando a placenta encontra-se implantada sob um mioma. Os miomas subserosos não costumam casuar problemas na gestação.
O diagnóstico dos miomas normalmente é feito através do exame ginecológico e do ultrassom.
O mioma é uma causa possível de dismenorreia secundária (leia: CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento para entender o que dismenorreia).

Tratamento do mioma

Mulheres com miomas pequenos e assintomáticos não necessitam de tratamento. Na verdade, até 40% dos miomas regridem espontaneamente em um período de três anos.
Nas mulheres com sintomas, o tratamento inicial é geralmente feito com drogas, tentando reduzir os sangramentos e diminuir o tamanho dos miomas. Entre as opções estão os medicamentos análogos do GnRH, que induzem a uma temporária menopausa, inibindo a produção de estrogênios pelos ovários, os anticoncepcionais orais e o DIU com liberação de progesterona.
cirurgia para o mioma torna-se uma opção quando:
- Os sintomas não respondem ao tratamento com drogas.
- Há intenção de engravidar e os miomas podem atrapalhar a gestação.
- Há dúvidas se os tumores são realmente miomas ou alguma lesão maligna.
A miomectomia é a cirurgia na qual retira-se apenas o leiomioma, mantendo-se o resto do útero intacto. Dependendo do tipo de mioma, a miomectomia pode ser feita por laparoscopia, incisão abdominal ou histeroscopia. Em até 1/4 dos casos, o mioma volta a crescer após algum tempo.
A embolização da artéria uterina é outra opção, sendo realizada com a colocação de um cateter dentro da artéria uterina, responsável pela vascularização do mioma, seguida da injeção de agentes que levam à formação de trombos causando interrupção do fluxo de sangue. A isquemia do mioma leva-o a “murchar” e desaparecer em algumas semanas.
A histerectomia, que é a retirada completa do útero, é a opção de tratamento nas mulheres mais velhas ou naquelas que não mais desejam ter filhos.
Vérsion en español:  MIOMA UTERINO

INTERAÇÃO DO ÁLCOOL COM REMÉDIOS E ENERGÉTICOS

O uso de remédios junto com álcool é reconhecidamente danoso, mas por incrível que pareça, essa associação ainda é extremamente comum por parte da população. Saiba quais os remédios não podem ser misturados com álcool e o que é o efeito antabuse.
A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.
Para entender como o álcool e outras substâncias são metabolizadas, leia a primeira parte deste texto: RESSACA E POR QUE FICAMOS BÊBADOS?
1.) Álcool potencializando o efeito de um medicamento
Quando as enzimas que metabolizam o medicamento são as mesmas do álcool, estas ficam “ocupadas” processando o etanol, fazendo com que o remédio permaneça mais tempo e em maior concentração na corrente sanguínea. Em alguns casos esta pode ser a diferença entre a intoxicação ou não.
2.) Álcool inibindo a ação de um medicamento
Este processo ocorre em bebedores crônicos. O estimulo alcoólico constante no fígado faz com que haja um aumento no número de enzimas hepáticas. Quando um medicamento chega no fígado há um excesso destas para metabolizá-lo, inativando a droga muito mais rapidamente do que de costume. Este excesso de enzimas podem permanecer por semanas após cessar-se o consumo de álcool.
O estimulo constante do etanol e seus metabólitos também podem gerar enzimas que transformam substancias não tóxicas em metabólitos tóxicos.
3.) Álcool agindo no mesmo sítio dos medicamentos
Outra maneira de potencialização de remédios é quando estes, assim como o etanol, também atuam sobre o sistema nervoso central, como no caso de narcóticos e sedativos. Este sinergismo pode causar uma intensa e perigosa sedação.
4.) Remédios aumentando o efeito do álcool
Alguns medicamento inibem as enzimas que metabolizam o álcool, aumentando seus efeitos e seu tempo de permanência no organismo, potencializando as lesões do álcool no organismo.
Alguns exemplos de interação álcool-medicamentos:
ANESTÉSICOS : O uso de álcool dificulta a ação dos anestésicos, sendo necessária doses maiores para a indução anestésica em atos operatórios. Também potencializa os efeitos tóxicos destes medicamentos para o fígado.
- ANSIOLÍTICOS ( BENZODIAZEPINAS): Aumentam o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória.
ANTABUSE (dissulfiram) : Antabuse ou Antabus é o principal nome comercial de uma droga chamada Dissulfiram, que inibe a enzima acetaldeído desidrogenase impedindo a transformação do metabólito tóxico acetaldeído em ácido acético, que é menos tóxico (leia RESSACA E POR QUE FICAMOS BÊBADOS? para entender melhor este mecanismo). O acúmulo desta substância tóxica causa efeitos como vômitos, palpitação, cefaleia (dor de cabeça), hipotensão, dificuldade respiratória e até morte.
O Dissulfiram é uma substância usada no tratamento do alcoolismo, pois o mesmo faz com que pequenas doses de álcool provoquem efeitos muito desconfortáveis. O doente toma o primeiro copo e começa a se sentir mal, parando imediatamente de beber. Isso acontece porque com o bloqueio da metabolização do acetaldeído, que é uma substância muito tóxica, sua concentração sanguínea chega a ficar 10x maior do que acontece normalmente. Com isso, pequenas doses de álcool levam a níveis de acetaldeídos maiores do que ocorrem em muitos “porres”. Em 15 minutos o paciente já começa a sentir os efeitos desagradáveis. Até pequenas quantidades de álcool como em doces e molhos podem causar os sintomas.
Elevadas doses de álcool em quem faz uso de antabuse podem ser fatais.
- ANTIBIÓTICOS: Existe um conceito de que misturar antibióticos e álcool é perigoso e pode inativar o primeiro. Isto é uma verdade parcial.
Realmente a associação de álcool com alguns antibióticos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, descrito acima.
São eles:
Metronidazol (Flagyl®) 
Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim®)
Tinidazole (Tindamax®)
Griseofulvin (Grisactin®)
Outros antibióticos como Cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida também não devem ser tomados com álcool pelo perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.
Em ralação aos outros antibióticos não há relatos de interação. Porém, deve-se lembrar que o álcool inibe o sistema imune e dificulta o combate contra agentes infecciosos. Portanto, não é inteligente beber enquanto se está com uma infecção.
- ANTICOAGULANTES: O álcool aumenta o efeito anticoagulante da Varfarina (Marevan®, Varfine®, Coumadin ®) podendo causar hemorragias. (leia:INTERAÇÕES COM A VARFARINA)
- ANTICONVULSIVANTES: Aumentam os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia (leia:EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas, tipos e como proceder).
- ANTIDEPRESSIVOS: Aumentam as reações adversas, o efeito sedativo e diminui a eficácia dos antidepressivos. Pode também causar picos hipertensivos (leia: ANTIDEPRESSIVOS: Escitalopram, Citalopram, Fluoxetina, Sertralina e Paroxetina).
- ANTI-INFLAMATÓRIOS: Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Aspirina (AAS) aumenta os efeitos do álcool. (leia: AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS)
- ANTI-HIPERTENSORES: Reduzem a eficácia, causam tonturas e arritmias cardíacas
- ANTI-HISTAMÍNICOS (ANTIALÉRGICOS): Aumenta o efeito sedativo e causa tonturas e desequilíbrio.
- HIPOGLICEMIANTES (ANTIDIABÉTICOS): Também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.
- PARACETAMOL: Aumenta o risco de hepatite medicamentosa.
- PROTETORES GÁSTRICOS: Aumenta o efeito do álcool e os efeitos colaterais do medicamento.
E quanto a misturar álcool com bebidas energéticas?
A associação de álcool com energéticos tipo Red Bull tem sido cada vez mais comum entre jovens, principalmente em festas e casas noturnas.
álcool e bebidas energéticas (red bull)As bebidas energéticas são ricas em substâncias estimulantes, nomeadamente cafeína, guaraná, taurina e efedrina. Existe a falsa crença de que esses estimulantes retardariam os efeitos depressores do álcool, sendo possível beber em grandes quantidades e não ficar bêbado. Algumas pessoas inclusive acreditam que as bebidas energéticas permitem que se conduza veículos mesmo após ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas.
Na verdade, a associação de álcool com energéticos realmente leva a percepção de uma menor embriaguez, porém, o fato é que, após testes de habilidades motoras, acuidade visual e reflexos, fica-se claro que a intoxicação pelo álcool é exatamente igual. Isso é extremamente perigoso pois o consumidor tem maior dificuldade em reconhecer que não está apto a conduzir ou efetuar outras tarefas motoras.
O consumidor fica tão bêbado quanto se não tivesse tomando energéticos, o problema é que ele não consegue se dar conta do fato. A inibição da percepção de embriaguez também faz com que as pessoas acabem ingerindo mais álcool do que conseguiriam se não estivessem tomando concomitantemente tantos estimulantes, facilitando a ocorrência de complicações como o coma alcoólico.
Assim como o álcool, todos essas substâncias estimulantes, quando em excesso, podem causar arritmias cardíacas. Como essa associação é normalmente feita em pessoas jovens e sadias, os risco de complicações são menores, porém, existem vários relatos de convulsões e morte súbita de origem cardíaca em pessoas que exageram nesta associação.
A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.
Como se pode comprovar, o álcool interage com as principais classes de drogas. Na dúvida opte pelo mais seguro, não consuma álcool se estiver usando medicamentos.

ANTIDEPRESSIVOS | Escitalopram, Fluoxetina, Sertralina…

O antidepressivo é uma droga de origem psiquiátrica indicada no tratamento dos transtornos do estado do ânimo e do humor. Apesar do nome, a depressão não é sua única indicação. Os antidepressivos também podem ser usados em outros distúrbios psiquiátricos como transtorno bipolar, distúrbios de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático, e até em doenças orgânicas como a fibromialgia (leia: FIBROMIALGIA – Sintomas e tratamento) e tensão pré-menstrual (leia: TUDO SOBRE A TPM – TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL).
Introdução
Os primeiros antidepressivos foram descobertos na metade do século XX. Com o passar do tempo, novas classes de antidepressivos foram sendo desenvolvidas, e com a diminuição dos efeitos colaterais, o seu uso se popularizou. Em países da Europa cerca de 3 a 7% da população usam corriqueiramente algum tipo de antidepressivo entre as dezenas de drogas diferentes que se encaixam neste grupo.
Não se sabe exatamente as causas da depressão, mas a concentração cerebral de algumas substâncias químicas, chamadas de neurotransmissores, estão envolvidas neste processo. As principais são a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. A ação dos diferentes antidepressivos passam pela regulação dessas substâncias.
Não é meu objetivo escrever um compêndio de farmacologia específico sobre antidepressivos. Vou citar as principais classes e tecer alguns comentários acerca dos efeitos colaterais e interações dos antidepressivos mais prescritos no mundo. A leitura da bula médica por leigos pode trazer muita confusão, e o medo de desenvolver  algum dos efeitos colaterais descritos é muitas vezes a causa do abandono do tratamento por parte do paciente. Explicarei como funcionam os antidepressivos e darei maior ênfase aos efeitos adversos mais comuns entre cada classe.
Para evitar um texto muito extenso, vou dividi-lo em partes. Nesta primeira abordarei os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Posteriormente escreverei sobre os antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos, os inibidores da recaptação da serotonina/noradrenalina, inibidores da MAO e antidepressivos atípicos.
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)
- Fluoxetina (Prozac®, Daforin®, Prozen®, Psipax®)
- Sertralina (Zoloft®, Assert®, Serpax®)
- Paroxetina (Seroxat®, Dropax®, Paxil®, Benepax®, Pondera®, Parox®)
- Citalopram (Celexa®, Cipramil®, Cipram® Città®, Procimax®)
- Escitalopram (Cipralex®, Lexapro®)
Os ISRS são a classe de antidepressivos mais prescrita no mundo. São drogas relativamente novas – a primeira droga desta classe, a fluoxetina, o famoso Prozac®, começou a ser comercializada em 1987 -, seguras mesmo em doses elevadas, bem toleradas e com perfil de efeitos colaterais leves.
Como agem os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)?
A serotonina é um um neurotransmissor, uma substância envolvida na comunição dos neurônios, associada a regulação do humor, emoções, sono e apetite. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina agem impedindo a retirada da serotonina da fenda sináptica, local onde este neurotransmissor exerce suas ações. Deste modo, a serotonina permanece disponível por mais tempo, causando melhora no humor dos pacientes.
Como qualquer droga antidepressiva, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina demoram pelo menos 2 semanas para começarem a fazer efeito e até 8 semanas para atingirem seu potencial máximo.
O principal efeito adverso desta classe são as disfunções sexuais, nomeadamente diminuição da libido e dificuldades em se atingir o orgasmo, motivo pelo qual estas drogas podem ser usadas no tratamento da ejaculação precoce (leia:TRATAMENTO DA EJACULAÇÃO PRECOCE). Outros efeitos colaterais comuns incluem náuseas e insônia.
O uso desta classe de antidepressivos deve ser feito com cuidado em jovens abaixo dos 24 anos devido a uma maior incidência de pensamentos suicidas nas primeiras semanas de tratamento.
Também existe um maior risco de pequenos sagramentos, o que torna a associação com anticoagulantes, como varfarina, e com antiagregantes plaquetários, como aspirina e clopidogrel, indesejável.
Nunca se deve usar nenhum antidepressivo ISRS junto com os antidepressivos inibidores da MAO. É preciso sempre haver um espaço de no mínimo 14 dias entre o uso de um e outro. Esta associação pode ser fatal.
a) Fluoxetina (Prozac®, Daforin®, Prozen®, Psipax®)
A fluoxetina foi o primeiro ISRS lançado no mercado. A sua fácil posologia de 1 comprimido por dia e o seu perfil de efeitos adversos leves, principalmente quando comparado às drogas existente na época, tornaram-na rapidamente a 2º droga mais vendida nos EUA durante o início da década de 90 e o principal antidepressivo no mundo.
A dose efetiva da fluoxetina é 20 mg por dia, quantidade capaz de manter até 80% da serotonina cerebral atuando por mais tempo. É importante lembrar que seu efeito clínico só começa a ser relevante a partir da 3º semana de uso. Pacientes que não respondem até 6 semanas podem ter sua dose elevada progressivamente até o máximo de 80 mg/dia. Quando suspensa, a fluoxetina ainda permanece viável na circulação por mais 4 a 6 dias, sendo a droga desta classe com maior meia-vida.
Já existe uma nova formulação de fluoxetina que pode ser tomada 1x por semana.
Antidepressivos Inibidores seletivos da recaptação da serotoniaOs efeitos colaterais mais frequentes da fluoxetina são náuseas, insônia, redução da libido, retardo na ejaculação, tremores, redução do apetite, astenia e ansiedade. Em geral são efeitos que surgem no início do tratamento e desaparecem com o tempo. Se as alterações sexuais não melhorarem, a associação com buspropiona ou buspirona costuma resolver o problema.
Medicamentos não devem ser usados junto com fluoxetina (e outros ISRS) sem autorização médica explícita:
- Álcool, analgésicos opióides, varfarina, carbamazepina, anti-inflamatórios, sibutramina, tamoxifeno, tramadol, fenitoína, outros antidepressivos.
b) Sertralina (Zoloft®, Assert®, Serpax®)
A sertralina é um antidepressivo presente no mercado desde 1992.
Sua dose efetiva é de 50mg/dia podendo ser aumentada até 200mg/dia.
O perfil da sertralina é muito semelhante ao da fluoxetina, por isso vou me ater somente as diferenças significativas.
Os efeitos colaterais são semelhantes, porém, as queixas de náuseas costumam ser mais frequentes com a sertralina do que com outros antidepressivos ISRS. Porém, a sertralina parece ter uma taxa de sucesso no tratamento da depressão até 40% maior que a fluoxetina.
c) Paroxetina (Seroxat®, Dropax®, Paxil®, Benepax®, Pondera®, Parox®)
A paroxetina foi lançada logo após a sertralina, em 1993.
Sua dosagem varia entre 20mg/dia a 50mg/dia.
Ao contrário da fluoxetina e da sertralina que podem causar ansiedade e agitação, a paroxetina mais frequentemente causa sonolência. A disfunção sexual parece ser mais frequente com a paroxetina quando comparado com os outros ISRS. Sintomas de boca seca e ganho de peso também são mais comuns com esta droga.
Apesar do pior perfil de efeitos adversos, a paroxetina parece ser o antidepressivo mais eficaz desta classe.
d) Citalopram (Celexa®, Cipramil®, Cipram® Città®, Procimax®)
O citalopram apresenta como principal característica o fato de ser o ISRS com menos efeitos colaterais de ordem sexual. Também parece ser o melhor antidepressivo desta classe para pacientes com quadros de ansiedade associado.
A dose indicada de citalopram é 20mg/dia, podendo chegar até 60mg/dia.
e) Escitalopram (Cipralex®, Lexapro®)
Lançado em 2001, o escitalopram é um derivado do citalopram com maior poder de ação. 10 mg de escitalopram apresentam a mesma eficácia de 40 mg de citalopram. A sua dose indicada varia entre 10mg/dia e 20mg/dia.
Porém, quando tomados em dose equivalentes, o escitalopram apresenta a mesma eficácia e perfil de efeitos colaterais do citalopram.